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domingo, 8 de novembro de 2009

CLASSICISMO GRECO-LATINO


Valorização da Vida e do Mundo (do século V a.C. ao V d.C.)

Características literárias

1. Valorização da vida e do mundo e não do além;
2. Racionalismo e não sentimentalismo;
3. Deus mora ali no Olimpo, e não no Infinito;
4. Belo é o corpo, não necessariamente a alma;
5. A pintura e escultura têm apreço pelo nu; a figura humana não deve ser ocultada;
6. O homem é um ser que constrói seu futuro; não nasceu congenitamente depravado;
7. Desejam-se glória e fama na terra, não nos céus;
8. Os deuses pagãos são usados como figuras literárias e alegorias, nunca subjugando os espíritos e paixões;
9. O homem arca com suas decisões; não existe pecado;
10. A poesia, anterior à prosa, é quase uma segunda religião no mundo clássico;
11. Dos gêneros literários em poesia, destaca-se, no classicismo greco-latino, a epopéia.


Autores e Obras

Poetas antigos cuja importância se mantém até os dias de hoje: o grego Homero e o latino Vergílio.

Homero :
Ø Fundador da poesia épica, não se sabe ao certo onde e quando nasceu. Era um mendigo cego que declamava seus versos ao toque de sua lira.
Ø Obras : a Ilíada e a Odisséia.

Vergílio:
Ø Espírito delicado e harmonioso, imitador admiravelmente hábil dos antigos, em particular de Homero, é contudo um gênio dos mais individuais, pelo seu amor à natureza e pela absoluta perfeição de seu estilo.
Ø Obras: Eneida, Geórgidas e Bucólicas.
A Eneida é uma mistura de história e lenda. Lendárias são as aventuras de Enéias; histórica é a descrição de Roma, de suas origens até o século de Augusto.

domingo, 11 de outubro de 2009

Classicismo


Momento sócio-cultural

. Renascimento: revalorização dos modelos culturais da Antiguidade clássica pela burguesia mercantilista.
. Grandes navegações e desenvolvimento do antropocentrismo (humanismo).
. Reforma protestante: crise da Igreja católica.
. Nascimento da ciência moderna.

Características literárias

. Humanismo, antropocentrismo, racionalismo (decadência dos valores religiosos).
. A arte como mimese: imitação de modelos da Antiguidade – harmonia, equilíbrio, proporção de formas.
. Substituição da medida velha medieval (versos de 5 e 7 sílabas métricas – redondilha menor e redondilha maior) pela medida nova, proveniente da Itália (versos decassílabos – soneto).
. Poesia lírica e poesia épica.

Autores e Obras

Luis Vaz de Camões, poeta-filósofo:
Poesia lírica de influência medieval e clássica, de temática variada e abrangente (os mistérios da condição humana, a presença do homem no mundo, os conceitos e contradições amorosas, etc).
Poesia épica, Os Lusíadas, narração da heróica viagem de Vasco da Gama às Índias e a eternização de um dos momentos mais gloriosos de Portugal, a época das grandes navegações.

Os Lusíadas - Luis de Camões



Publicada em 1572, Os Lusíadas é a epopéia do povo português. A obra é composta de 10 cantos, repartidos em 1102 estrofes em oitava-rima (oito versos por estrofe e rima em ABABABCC) e decassílabos heróicos.
A epopéia camoniana é dividida em três partes: Introdução (proposição, invocação e dedicatória); Narração e Epílogo, tendo como assunto a viagem de Vasco da Gama às Índias.
A narração tem início quando as caravelas de Vasco da Gama já estão navegando pelo Oceano Índico, portanto, em plena viagem. Os navegantes são supervisionados pelos deuses do Olimpo e decidem o destino dos navegantes após a realização de um concílio.
Os portugueses encontram em Vênus uma preciosa aliada e em Baco o mais ferrenho inimigo. Na costa oriental da África os portugueses aportam em Moçambique e depois em Melinde, cujo rei pede a Vasco da Gama que conte a história do país, motivo dos cantos três e quatro. Dois episódios serão destacados dentro da história de Portugal.
O primeiro é protagonizado por Inês de Castro, jovem que acompanha D. Constança de Castela, princesa prometida a D. Pedro, filho de Afonso IV de Portugal. Jovem de rara beleza, Inês atrai a atenção do príncipe herdeiro que, após a morte da esposa, casa-se secretamente com ela. Afonso IV, ouvindo conselhos daqueles que viam nela mais uma aventureira a serviço da Espanha, manda matá-la.
O inconformado D. Pedro, ao assumir o trono português, fez de sua amada a rainha de seu povo, desenterrando-a e coroando-a. Camões obtém um efeito extraordinário ao inserir na epopéia este episódio essencialmente lírico.
No canto seguinte (IV), Gama prossegue, narrando a história de Portugal desde a dinastia de Avis (D. João I) até a partida da armada para a Índia. Nas últimas estâncias do canto está inserido o episódio de O Velho do Restelo.
Portugal vive uma fase de euforia quando do início das grandes navegações. Em meio à preparação da partida das naus rumo às grandes conquistas surge o velho do Restelo, representando a oposição passado x presente, antigo x novo.
O velho chama de vaidoso aqueles que, por cobiça ou ânsia de glória, por sua audácia ou coragem, se lançam às aventuras ultramarinas. O Velho do Restelo simboliza a preocupação daqueles que antevêem um futuro sombrio para a Pátria.
http://vestibular.uol.com.br/ultnot/livrosresumos/ult2755u31.jhtm, em 19/07/2009.