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sexta-feira, 18 de maio de 2012

O Romance e o Folhetim

O romance surgiu, tanto na Europa como no Brasil, sob a forma de folhetim. Folhetins eram publicações diárias, em jornais, de capítulos de determinada obra literária. Assim, ao mesmo tempo que ampliava o público leitor de jornais, o folhetim ampliava o público de literatura.

Os folhetins publicados no Brasil, inicialmente, eram traduções de obras estrangeiras; posteriormente, foram publicadas produções nacionais. Seu público leitor foi formado, principalmente, por mulheres, mas incluiam-se também estudantes, comerciantes,  militares e funcionários públicos.

No século XX, o folhetim desapareceu enquanto que o romance evoluiu, passando a ser objeto de novas experiências e tendo sua estrutura modificada. Apesar disso, o gênero do folhetim foi retomado na literatura da década de 70 do mesmo século pelo escritor Márcio de Souza, com seu Galvez, o imperador do Acre.

(In: OLIVEIRA, Ana Tereza Pinto de. Minimanual compacto de literatura brasileira: teoria e prática. 1ed, São Paulo. Rideel, 2003, pág.XXIX)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A literatura de tradição gótica

Alguns escritores do Romantismo se posicionaram contra os valores racionalistas e materialistas da sociedade burguesa, se identificaram com um ambiente satânico, misterioso, de morte, sonho e loucura, criaram então uma literatura fantasiosa. Trata-se da literatura de tradição gótica.
Álvares de Azevedo introduziu na literatura brasileira elementos da tradição gótica, como a morte, o ambiente noturno, o amor, o vampirismo. Essa produção rompe com os valores da sociedade, pois apresenta um caráter marginal.
Há outros escritores que tiveram ligações com essa tendência, na Europa, Charles Baudelaire e Mallarmé, nos Estados Unidos, Edgar Allan Poe e no Brasil, Cruz e Sousa, Alphonsus de Guimaraens e Augusto dos Anjos.
As obras Noite na taverna (contos) e Macário (peça teatral) representam a produção gótico-romântica em prosa; ambas de Álvares de Azevedo.
A tradição gótica encontra adeptos não só na literatura, mas na música e no cinema. O ex-integrante do grupo Black Sabbath, Ozzy Osbourne é um dos representantes do rock satânico, o cinema também documentou esse movimento com os filmes Laranja mecânica (anos 70) e Juventude transviada (anos 50).
O cantor Raul Seixas e o escritor Paulo Coelho escreveram juntos algumas canções, como o Rock do diabo.

Rock do diabo
O diabo usa capote
É roque, é toque, é folk
Diabo!
Foi ele mesmo quem me deu o toque
Enquanto Freud explica as coisas
O diabo fica dando os toques
Existem dois diabos
Só que um parou na pista
Um deles é o do toque
O outro é aquele do Exorcista
O diabo é pai do rock!
(Raul Seixas e Paulo Coelho)

Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Obtido de http://www.brasilescola.com/literatura/a-literatura-tradicao-gotica.htm, em 25/11/2009.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Romantismo

Momento sócio-cultural

. Recém independente, o Brasil procura afirmar sua individualidade como nação, busca o reconhecimento perante outras nações.
. Ascensão da burguesia e de seus valores: liberdade individual e liberalismo. Porém, logo surge insatisfação com o cotidiano da vida burguesa, o que gera um sentimento de tédio e desencanto com o mundo, expressos pela arte romântica.

Características literárias

. Negação dos valores pregados pelo Arcadismo: a arte deve ser subjetiva, emotiva, sua força deve estar no conteúdo; o artista expõe seu mundo interior.
. O culto à forma é rejeitado. Em nome da liberdade de expressão o artista dispõe da forma como bem entende.
Os temas principais do Romantismo (introversão, tédio, nacionalismo, amor, morte) são tratados de forma sentimental e imaginativa.

Autores e Obras

. Gonçalves Dias: considerado o primeiro poeta genuinamente nacional, deixou obra vasta, destacando-se Primeiros Cantos (1847), Os Timbiras (1857), Últimos Cantos (1851).
. Álvares de Azevedo: maior nome da geração mal-do-século. Escreveu Lira dos Vinte Anos (1853), Noite na Taverna (1855), Macário (1855).
. Castro Alves: expoente da geração condoreira, denunciou a escravidão, defendeu a liberdade e exaltou a mulher. Deixou Espumas Flutuantes (1870), A Cachoeira de Paulo Afonso (1876).
. José de Alencar: defensor de uma literatura realmente brasileira, que aliasse consciência nacional ao rigor estético. De sua vasta e influente obra destaca-se O Guarani (1857), Iracema (1865), Ubirajara (1874), O Sertanejo (1875).
. Manuel Antonio de Almeida: deixou Memórias de um Sargento de Milícias (1855), importante retrato do Rio de Janeiro do período joanino.