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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Nascimento do Brasil


Por volta do século XIV e XV a Europa passava por transformações econômicas e sociais: o crescimento do capitalismo, das cidades. Após o declínio do feudalismo, a burguesia encontrava no Estado monárquico a garantia de unificação e centralização representada na figura do rei.

O comércio inicia sua expansão e as mercadorias passam a ser transportadas e, dessa forma, os grupos mercantis são formados ao longo do continente europeu. A expansão marítima é intensificada e as disputas pelo comércio marítimo também.
Novas rotas mercantis são criadas a fim de suprir as demandas do mercado consumidor, que só aumentava
A Península Ibérica, formada por Portugal e Espanha, estava em posição de poder: acabara de reconquistar seus territórios ocupados, até então, por muçulmanos, e estava em posição geográfica favorável para a navegação, o que favoreceu a conquista de novas terras.
As rotas comerciais para o Oriente favoreciam a descoberta e colonização de novas terras por parte de Portugal.
Após a bem sucedida expedição de Vasco da Gama às Índias, o rei de Portugal, D. Manuel I, resolve enviar uma esquadra às Índias, liderada por Pedro Álvares Cabral, com a intenção de estreitar vínculos comerciais. Contudo, a esquadra que inicialmente iria em direção à costa africana, se pendeu para o continente americano. Alguns estudos comprovam que o rei D. Manuel I já sabia da existência do Brasil, já que desde 1351 o território brasileiro era representado em mapas como uma ilha em meio ao Atlântico. Porém, não há confirmação exata a respeito desse assunto.
No dia 22 de abril a esquadra portuguesa avista um monte, o Monte Pascoal, intitulado assim por ser Páscoa.
O escrivão da esquadra, Pero Vaz de Caminha, registra a primeira missa na nova terra, chamada de Vera Cruz, feita pelo Frei Henrique de Coimbra, o qual pregou que o território descoberto deveria ser convertido ao cristianismo, em nome do rei. A terra, então, passou a se chamar Terra de Santa Cruz e, posteriormente, Brasil, devido à quantidade de pau-brasil no litoral.
As expedições marítimas tinham a proteção da Ordem de Cristo, sob chefia do papa. Os portugueses estavam em guerra religiosa com os árabes e as expedições tinham a intenção de propagar a fé cristã e disseminar os infiéis.
A Ordem de Cristo era, portanto, uma companhia religiosa e militar comandada pelas orientações do papa, o único com autorização para ocupar territórios como o Brasil, repleto de “infiéis”. Podemos considerar como o início da literatura a carta de Pero Vaz de Caminha, os diários de navegação, os tratados firmados, além dos escritos pedagógicos e informativos da evangelização jesuíta. O mais enfático jesuíta é Padre José de Anchieta, que veio ao Brasil com a proposta de catequizar os índios, por volta de 1553. Dedicou-se à catequese e é conhecido por suas poesias de devoção, cartas e estudos da língua tupi (autor da primeira gramática tupi-guarani).

Por Sabrina Vilarinho / Graduada em Letras. URL: http://www.brasilescola.com/literatura/nascimento-brasil.htm, em 25/11/2009


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Quinhentismo

NO BRASIL

Momento sócio-cultural

. É o momento das grandes navegações e descobertas: em busca de riquezas, as nações européias enviam expedições marítimas, que as põem em contato com outras culturas. Portugal é uma das principais potências marítimas e possui colônias ou relações comerciais na América, Ásia e África.
. Dois objetivos distintos (e até contraditórios) guiam as navegações portuguesas: a expansão do cristianismo e o desejo de conquistas e de enriquecimento.

Características literárias

. A literatura produzida no Brasil do século XVI não possui traços próprios. Apenas descreve as características do território recém descoberto. É uma literatura sobre o Brasil e não uma literatura do Brasil.
. Destacamos a literatura informativa – descrição das terras brasileiras, em tom de deslumbramento, e a literatura jesuítica – obras que exaltam a fé cristã, visando à conversão dos índios.

Autores e Obras

. Pero Vaz de Caminha: autor da Carta, documento de inestimável importância por ser a primeira descrição do Brasil.
. José de Anchieta: principal humanista clássico do Brasil. Escreveu poemas religiosos que exaltavam a colonização e a primeira gramática do tupi. Obras: Na Festa de São Lourenço (1583), Arte de Gramática da Língua mais Usada na Costa do Brasil (1595).


EM PORTUGAL (RENASCIMENTO OU CLASSICISMO)

Momento sócio-cultural

. Renascimento: revalorização dos modelos culturais da Antiguidade clássica pela burguesia mercantilista.
. Grandes navegações e desenvolvimento do antropocentrismo (humanismo).
. Reforma protestante: crise da Igreja católica.
. Nascimento da ciência moderna.

Características literárias

. Humanismo, antropocentrismo, racionalismo (decadência dos valores religiosos).
. A arte como mimese: imitação de modelos da Antiguidade – harmonia, equilíbrio, proporção de formas.
. Substituição da medida velha medieval (versos de 5 e 7 sílabas métricas – redondilha menor e redondilha maior) pela medida nova, proveniente da Itália (versos decassílabos – soneto).
. Poesia lírica e poesia épica.

Autores e Obras

. Luis Vaz de Camões, poeta-filósofo:
-Poesia lírica de influência medieval e clássica, de temática variada e abrangente (os mistérios da condição humana, a presença do homem no mundo, os conceitos e contradições amorosas, etc).
-Poesia épica, Os Lusíadas, narração da heróica viagem de Vasco da Gama às Índias e a eternização de um dos momentos mais gloriosos de Portugal, a época das grandes navegações.